Depois do escândalo, a empresa faliu e deixou 450 funcionários desempregados, além de dificultar as indenizações às vítimas. Segundo a advogada Nelly Potter, que representa os credores, a empresa na verdade era comandada pelo laboratório Glaxo, que deve arcar com os custos.

O juiz determinou 15 dias para as partes apresentarem mais informações sobre o caso e abriu prazo para que o Ministério Público Estadual se manifeste. Depois desse período, Ayub decidirá se é necessário ouvir testemunhas para verificar se há nexo entre as duas empresas. O laboratório Glaxo foi procurado e negou, em nota encaminhada pela assessoria de imprensa, qualquer vínculo societário com o Enila. O laboratório sustentou que não pertencia a um mesmo grupo e informou que nunca funcionou no mesmo endereço.

Em 26 de janeiro deste ano, a Justiça condenou a 20 anos de prisão o diretor-presidente do Enila, Márcio D´Icarahy Câmara Lima, e a 22 anos, o químico Antônio Carlos da Fonseca Silva.