A matéria afirma que 68% dos farmacêuticos vendem antibióticos sem receita. No entanto, o CRF-SP esclarece que os dados transmitidos à repórter deixavam claro que este tipo de comércio era realizado pelo estabelecimento, o que envolve donos de farmácia, balconistas e outros funcionários, não exclusivamente o farmacêutico, como enfaticamente aponta a matéria, inclusive no título.

Os dados do levantamento também estão relacionados à autonomia do farmacêutico no estabelecimento, às metas de vendas, à intercambialidade entre medicamentos genéricos, similares e controlados, além de outros aspectos. É fato que os dados refletem a forte pressão comercial da indústria, distribuidoras e drogarias. Ao mensurar estes quesitos, o CRF-SP é pioneiro a levantar esta questão, assumir o problema e principalmente, a promover em ações educativas, pois é nossa função fiscalizar o exercício profissional e zelar para que o farmacêutico cumpra as determinações legais.

Mais de 58 mil inspeções são realizadas por ano pelos fiscais do CRF-SP em estabelecimentos farmacêuticos. Vale ressaltar que é de competência das Vigilâncias Sanitárias a fiscalização da venda de medicamentos que a legislação exige que sejam dispensados sob prescrição médica, sem a devida apresentação da receita, pois se trata de infração sanitária.

Ações educativas

Atentos a esta questão de saúde pública que envolve a dispensação de medicamentos, o CRF-SP preparou e já iniciou uma grande campanha sobre a dispensação responsável de antibióticos. Os fiscais já foram capacitados sobre este assunto e, agora, as medidas orientativas serão disseminadas por todo o Estado, através de palestras com foco principal nos farmacêuticos atuantes em farmácias e drogarias.

No mês de janeiro, todas as atividades, tanto na capital quanto no interior, foram focadas no tema “Medicamentos Isentos de Prescrição – Dispensação sob orientação do farmacêutico”, alertando sobre os perigos da automedicação e uso indiscriminado de medicamentos.