Live reúne magistradas para debater campanha “Sinal Vermelho contra a violência doméstica”

Live reúne magistradas para debater campanha “Sinal Vermelho contra a violência doméstica”Live reúne magistradas para debater campanha “Sinal Vermelho contra a violência doméstica”São Paulo, 28 de julho de 2020.

O CRF-SP realizou no dia 24 de julho uma live (debate ao vivo no canal oficial do Conselho no Youtube) reunindo a Dra. Domitila Manssur, juíza de direito e diretora da Associação de Magistrados Brasileiros (AMB) e Dra. Vanessa Mateus, juíza de direito e presidente da Associação Paulista de Magistrados (Apamagis), que falaram sobre a campanha “Sinal Vermelho contra a violência doméstica”, uma iniciativa que visa incentivar denúncias dessa modalidade de crime por meio de um símbolo: ao desenhar um “X” na mão e exibi-lo ao farmacêutico ou ao atendente da farmácia, a vítima poderá receber auxílio e acionar as autoridades.

Após a denúncia, os profissionais das farmácias seguem um protocolo para comunicar a polícia e prestar acolhimento à vítima. Balconistas e farmacêuticos não serão conduzidos à delegacia e nem chamados a testemunhar. A ação já conta com a participação de mais de 10 mil farmácias em todo o país.

A campanha é direcionada às mulheres que possuem dificuldade de prestar queixa e foi uma resposta conjunta de membros do judiciário ao recente aumento nos registros de violência em meio à pandemia. Uma das consequências da quarentena é a exposição de mulheres e crianças a uma maior vulnerabilidade dentro do próprio lar. A iniciativa tem a intenção de facilitar esse tipo de denúncia

A live foi mediada pelo presidente do CRF-SP, Dr. Marcos Machado que falou sobre o apoio dos farmacêuticos. “Entendemos que é fundamental a participação das farmácias, o comprometimento e empenho dos farmacêuticos para que a campanha dê certo”. Também participaram do debate a Dra. Danyelle Marini, diretora-tesoureira do CRF-SP, que contextualizou a situação da violência doméstica com dados estatísticos, e Dra. Luciana Canetto, secretária-geral do CRF-SP, que falou sobre a satisfação do engajamento dos farmacêuticos na campanha. “As farmácias foram escolhidas pela seriedade que representam para a sociedade, pelo acolhimento, por ser um espaço que as pessoas confiam”, disse.

“Com a pandemia, notou-se uma diminuição dos pedidos de medida protetiva e do registro de lesões e ameaças. Porém o número de mortes por feminicídio aumentou em cerca de 23%, comparadas com o mesmo período do ano passado. O que estava diminuindo era a possibilidade de denúncia, porque as mulheres não estavam saindo de casa, os fóruns, ministério público fechados e delegacias num regime de plantão diferenciado”, comentou a Dra. Vanessa sobre as razões que motivaram a campanha.

“Pensamos nas farmácias inspiradas em outras ações desenvolvidas pelo mundo. França, Argentina, Portugal realizaram campanhas similares. Em conversas com colegas de outros países, pedimos sugestões e hoje estamos convencidos de que estávamos corretos pela opção que fizemos”, revelou a Domitíla.

A campanha “Sinal Vermelho para a Violência Doméstica” é promovida pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em parceria com a Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) e Associação Paulista de Magistrados (Apamagis), com apoio da Coordenadoria Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar do Poder Judiciário do Estado de São Paulo (Comesp).

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Clique aqui e saiba mais sobre a campanha Sinal Vermelho contra Violência Doméstica.

Carlos Nascimento
Departamento de Comunicação CRF-SP

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