Projeto piloto oferece consulta farmacêutica e prestação de serviços à população

Dra. Stela Maris Bernardi, Dr. Marcos Machado e Dra. Eliete BachranyDra. Stela Maris Bernardi, Dr. Marcos Machado e Dra. Eliete Bachrany

São Paulo, 4 de dezembro de 2019.

Com o reconhecimento da farmácia como estabelecimento de saúde pela lei 13.021/14, os farmacêuticos puderam oferecer serviços e atuar de forma mais próxima ao paciente. Na tarde da última sexta-feira, 29, as farmacêuticas Dra. Stela Maris Bernardi e Dra. Eliete Bachrany apresentaram, em uma farmácia no município de Mairiporã, de forma piloto, um projeto que avalia o paciente como um todo e envolve orientação sobre o uso de medicamentos, prestação de serviços como testes de glicemia, aferição de pressão, bioimpedância, além de informações específicas e preventivas sobre diabetes.

A farmacêutica Dra. Stela Maris Bernardi identificou que na região de Mairiporã, localizada a 45 km da capital, apesar do Programa Farmácia Popular fazer a distribuição gratuita de medicamentos para a população, muitas vezes, os prontos-socorros do Sistema Único de Saúde estavam lotados de pacientes descompensados, hipertensos ou diabéticos, o que significava que havia algo faltando nesse cenário, um acompanhamento mais de perto do paciente.

Dra. Stela Maris durante entrevista para a Prefeitura de Mairiporã Dra. Stela Maris durante entrevista para a Prefeitura de Mairiporã

“É um projeto inovador as farmácias privadas que possuem o programa Farmácia Popular, atuarem com um farmacêutico clínico, já que na farmácia há grande circulação de pacientes. Hoje temos o consultório farmacêutico com um sistema em que todas as informações são processadas e armazenadas, a impressão do relatório clínico do paciente e encaminhamento para o médico, tudo assinado, documentado e registrado”, ressalta.

Dra. Stela Maris enfatiza ainda que os pacientes se sentem muito agradecidos por esse acompanhamento, já que muitos não fazem o uso de medicamentos corretamente porque não sabem ler e ninguém nota esse detalhe ao longo do tratamento. “Já faço esse trabalho há seis meses e a evolução está cada dia melhor. Cada vez mais a população está mais próxima da farmácia e vendo o farmacêutico como um profissional de saúde”, destaca.

Presente na apresentação dessa forma de trabalho na farmácia em Mairiporã, Dr. Marcos Machado, presidente do CRF-SP, destacou que gostaria de ver o farmacêutico deixando a parte teórica e aplicando os conhecimentos no dia a dia, beneficiando os pacientes. “Utilizar os conhecimentos clínicos para atender o paciente, principalmente no cuidado primário, já que o paciente quando vai à farmácia precisa de cuidado. Vender medicamento faz parte do negócio, mas dar atenção ao paciente, fazer a farmácia clínica só quem pode fazer é o farmacêutico. A Dra. Stela e a Dra. Eliete têm conseguido fazer isso, estão aplicando aquilo que aprenderam ser um conceito de consultório farmacêutico”. Dr. Marcos ressalta ainda “Fico muito feliz que seja possível fazer e que esse exemplo seja seguido por outros farmacêuticos nas suas farmácias, acho que os serviços farmacêuticos são um caminho para as pequenas e médias farmácias”.

Dra. Eliete durante verificação da sensibilidade dos pés de paciente Dra. Eliete durante verificação da sensibilidade dos pés de paciente

Pioneira no trabalho de atenção farmacêutica, Dra. Eliete Bachrany sempre foi uma das incentivadoras do consultório farmacêutico por apostar na diferença que esse acompanhamento faz na vida dos pacientes, em especial os com diabetes ou hipertensão.

“Dentro das salas farmacêuticas a diferença faz com que possamos atuar na prevenção de algumas doenças, a partir do momento em que esse paciente já tem diabetes ou hipertensão podemos trabalhar para determinar metas glicêmicas ou avaliação da pressão arterial”, destaca.

Ela chama a atenção para os serviços que podem ser disponibilizados na farmácia como a balança de bioimpedância. “Ela traz não só o índice de massa corpórea, apesar de não ser fidedigno, mas também o percentual de massa magra, de gordura total, de energia metabólica o paciente precisa por dia, além do índice de gordura visceral”.

Dr. Marcos Machado durante entrevista para a Prefeitura de Mairiporã Dr. Marcos Machado durante entrevista para a Prefeitura de Mairiporã

Após essa primeira etapa, Dra. Eliete orienta a fazer uma avaliação no pé, por meio do teste de sensibilidade pelo monofilamento ou diapasão, que é feito para verificar a predisposição desse paciente a desenvolver uma neuropatia ou então se ele já tem e repassar essas informações ao médico. “Passando por essa fase, precisamos entender os medicamentos que o paciente usa, as possíveis interações. Muitos pacientes insulinizados não sabem como usar as canetas. Estamos apostando na orientação já que faz uma diferença muito grande esse paciente usar as medidas internacionais para o controle da glicemia”, finaliza.

 

Thais Noronha

Departamento de Comunicação CRF-SP

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