Revista do Farmacêutico 111 - Fazendo a Diferença

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PUBLICAÇÃO DO CONSELHO REGIONAL DE FARMÁCIA DO ESTADO DE SÃO PAULO
Nº 111 - ABR - MAI - JUN / 2013

Revista 111 setinha Fazendo a Diferença

Foto: Arquivo pessoal

  

Farmácia e vida pública

Desde o começo de 2013, o dr. Denilton Bergamini concilia a agenda de farmacêutico com a de vice-prefeito de Piraju, estância turística localizada a 68 km de Avaré, interior de São Paulo. 

Formado em 2011 pelas Faculdades Integradas de Ourinhos – FIO, dr. Denilton descobriu o amor pela profissão quando tinha apenas nove anos. “Um amigo ingressou em uma farmácia e me despertou o interesse de também atuar no ramo”, afirma.  Ele trabalhou durante sete anos na farmácia de um amigo e depois teve suas próprias farmácias. 

O ingresso na vida pública aconteceu a convite de um amigo. Provocado por ele, dr. Denilton passou a acompanhar a política local e fazer reflexões sobre a conduta de alguns políticos. “Comecei a entender e acreditar que era possível participar desse processo e não mais me omitir diante das discussões da cidade”, diz.

De acordo com ele, um dos desafios de sua gestão como vice-prefeito e farmacêutico é a discussão sobre saúde. “É uma discussão nacional e não inerente só a um município em especial, no entanto, temos que fazer nossa lição de casa”, sintetiza. Para ele, o farmacêutico “tem um campo de atuação e um compromisso muito sério com a população onde vive, pois é o agente de saúde mais acessível e está sempre em contato direto com o cidadão”.

Flávia Torres (sob supervisão de Thais Noronha)


Desbravando novas áreas

Foto: Thais Noronha

Logo no primeiro emprego, dra. Raquel da Silva Araújo dos Santos já se deparou com um desafio. Convidada a ser a farmacêutica responsável da Casai (Casa de Apoio à Saúde Indígena), ela encontrou uma situação completamente nova, já que na capital não havia nada parecido. O trabalho engloba o suporte aos índios que estão abrigados para tratamento em São Paulo. 

O cenário que viu logo ao chegar não a fez desistir, afinal, os medicamentos vencidos ou em falta, ausência de orientação e outros problemas foram um impulso para a dra. Raquel se empenhar em conhecer a área e mudar aquela realidade. A experiência em farmácia de alto custo, mesmo antes de se formar, fez a diferença, já que 90% dos pacientes são de média e alta complexidade.

Hoje, controla o estoque de medicamentos, analisa a prescrição, orienta quanto ao uso e armazenamento corretos, atua em conjunto com a equipe de enfermagem e orgulha-se de não ter havido nenhum óbito na Casai em 2012, ao contrário de 2011, antes da sua chegada.  “Os pacientes estão percebendo a diferença. Eles me procuram quando estão sentindo algo e, antes das consultas, conversam para falar o que sentem. Faço um relatório para encaminhar ao médico.”  

Uma situação surpreendeu a farmacêutica. “Quando todos esperam que os índios busquem tratamento com plantas medicinais, muitos deles vêm com vícios em medicamentos alopáticos. Meu trabalho é orientá-los quanto ao risco do uso indiscriminado.” 

Uma das dificuldades ainda é a obtenção de medicamentos não disponíveis na rede pública. Para discutir essa e outras questões, ela procurou o CRF-SP e hoje integra a Comissão Assessora de Saúde Pública da Seccional Zona Leste.  

Thais Noronha



Gestão no varejoFoto: Mônica Neri

Apesar de estar graduado há pouco mais de dez anos, o dr. Cássio Fürst já exibe um respeitável currículo na área do varejo farmacêutico. Natural de Ilha Solteira, formou-se na Universidade do Oeste Paulista (Unioeste), em Presidente Prudente, em 2002 e logo iniciou sua carreira como gerente de drogaria na rede Pague Menos, em São Paulo. “Foi uma escola para eu conhecer como se comporta o mercado varejista”, destaca. 

Com mais experiência, após um ano, foi chamado para ser coordenador de operações de drogarias no Carrefour. “Saí de lá para morar na Austrália, onde atuei em drogaria e aperfeiçoei meu inglês”, conta. 

De volta ao Brasil, dr. Fürst trabalhou como coordenador de operações no Grupo Pão de Açúcar por três anos e se especializou em Administração de Empresas pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). “Optei por utilizar meu conhecimento técnico como um diferencial e busquei me especializar em gestão, marketing, negócios  e etc., para competir na área de Desenvolvimento de Produtos, que está em ascensão, com outros profissionais.”

Atualmente é gerente de Desenvolvimento de Produtos na Bionatus e alia seus conhecimentos técnicos aos de negócio para exercer seu trabalho. “O mercado do varejo farmacêutico está em crescimento e as empresas buscam, cada vez mais, farmacêuticos para atuar também no planejamento estratégico. No entanto, existe poucos profissionais especializados e com experiência nesse setor”, finaliza.

Mônica Neri