Revista do Farmacêutico 111 - Mensagem da Diretoria

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PUBLICAÇÃO DO CONSELHO REGIONAL DE FARMÁCIA DO ESTADO DE SÃO PAULO
Nº 111 - ABR - MAI - JUN / 2013

Revista 111 setinha Mensagem da Diretoria


Mudança de dentro para fora

Foto: Chico Ferreira / Agência Luz
Pedro Menegasso
Presidente
Raquel Rizzi
Vice- presidente
Priscila Dejuste
Secretária- geral
Marcos Machado Diretor-tesoureiro

Cerca de 50 bilhões de reais. Esse foi o faturamento do mercado farmacêutico brasileiro em 2012. Um número que traduz a imensidão do setor, mas que não se reflete em um dos personagens principais: o farmacêutico. A matéria de capa traz um panorama do mercado e discussões sobre a questão.

Enquanto as cifras não param de crescer, o farmacêutico, especialmente o que atua em farmácias e drogarias, se vê menos valorizado, sujeito à falta de autonomia, rotina exaustiva e esbarra em questões éticas como salário abaixo do piso e imposições de metas de vendas.

A resposta do por que desse resultado não chegar às mãos dos farmacêuticos pode estar na própria atitude profissional. Mais do que cobrar o reconhecimento, é preciso estar preparado para ser reconhecido.

 

Por outro lado, os representantes da indústria afirmam que nessa área o trabalho dos farmacêuticos é traduzido em valorização e reconhecimento. O setor vê no profissional uma peça-chave responsável pelo sucesso e pelo crescimento progressivo.

 

O atual momento da Farmácia requer do farmacêutico a atuação como protagonista nas ações do mercado. Deve ir muito além da questão técnica e entender de gestão comercial, de pessoas, de liderança, da área tributária e compreender o mercado em que ele está inserido.

Enquanto alguns se preocupam com o volume de venda e tratam os medicamentos como uma mercadoria qualquer, o farmacêutico deve assumir a sua posição de agente transformador desse cenário. E para isso, só o trabalho bem feito e com responsabilidade pode promover a mudança.

A matéria da editoria Farmácia, desta edição, traz o exemplo de um profissional que se impôs tecnicamente, evitou o cumprimento de uma ordem irregular do gestor da empresa e ainda teve seu trabalho valorizado por essa atitude.

O profissional deve se diferenciar dos balconistas, dos gerentes e de qualquer outro funcionário. Conforme amplamente divulgado na edição anterior desta revista, a pesquisa encomendada pelo Instituto de Ciência Tecnológica e Qualidade Industrial (ICTQ) e realizada pelo Datafolha Instituto de Pesquisa demonstrou que 95% da população brasileira acham o farmacêutico muito importante ou importante na farmácia, porém grande parte não consegue identificá-lo no estabelecimento.

 

Muito mais do que culpar o mercado que cresce, mas não reconhece o farmacêutico, a mudança deve começar dentro para que o resultado seja refletido fora.

 

Outro diferencial dessa edição é a entrevista com a coordenadora da Covisa de São Paulo, dra. Rejane Gonçalves, que fala sobre projetos e situações encontradas durante a fiscalização em estabelecimentos farmacêuticos. Instruções sobre as eleições para o CRF-SP de 2013 e a atuação do farmacêutico em assuntos regulatórios também estão entre as matérias.

 

Boa leitura!

Diretoria CRF-SP