Profissionais de saúde não devem utilizar máscaras comuns de tecido 

 

São Paulo, 28 de maio de 2020.

Diante da situação atual de pandemia e, tendo em vista a atuação do farmacêutico na linha de frente no suporte ao combate do novo coronavírus, é fundamental que o profissional esteja protegido com os equipamentos de proteção individual adequados, em especial a máscara que podem variar de modelos como os cirúrgicos ou equivalentes ao certificado N95, de acordo com os tipos de atendimento ou procedimento a ser realizado.

Para isso, é importante que o farmacêutico esteja atento a alguns pontos como:

 

· Substitua as máscaras usadas por uma nova máscara limpa e seca assim que esta tornar-se úmida;

· Não reutilize máscaras descartáveis.

· Nunca compartilhe máscaras e adote as melhores práticas sobre como usá-las, removê-las e descartá-las.

· Para a realização de procedimentos que produzam aerossóis de secreções respiratórias, como intubação, aspiração de vias aéreas ou indução de escarro, deverá ser utilizada máscara com nível de proteção, no mínimo, equivalente ao certificado N95.

 

Confira alguns trechos da Nota técnica GVIMS/GGTES/Anvisa nº 04/2020 - Orientações para serviços de saúde: medidas de prevenção e controle que devem ser adotadas durante a assistência aos casos suspeitos ou confirmados de infecção pelo novo coronavírus (SARS-CoV-2).

 

MÁSCARA CIRÚRGICA

As máscaras cirúrgicas devem ser utilizadas para evitar a contaminação do nariz e boca do profissional por gotículas respiratórias, quando este atuar a uma distância inferior a 1 metro do paciente suspeito ou confirmado de infecção pelo SARSCoV-2. 

Os seguintes cuidados devem ser seguidos quando as máscaras cirúrgicas forem utilizadas: 

• Coloque a máscara cuidadosamente para cobrir a boca e o nariz e ajuste com segurança para minimizar os espaços entre a face e a máscara;

•Enquanto estiver em uso, evite tocar na parte da frente da máscara; Se porventura tocar essa parte, realizar imediatamente a higiene das mãos. 

• Remova a máscara usando a técnica apropriada (ou seja, não toque na frente da máscara, que pode estar contaminada, mas remova sempre pelas tiras laterais); 

•Após a remoção ou sempre que tocar inadvertidamente em uma máscara usada, devese realizar a higiene das mãos; 

•Substitua a máscara por uma nova máscara limpa e seca assim que a antiga tornarse suja ou úmida; 

• Não reutilize máscaras descartáveis.

 

Atenção: NUNCA se deve tentar realizar a limpeza da máscara cirúrgica já utilizada com nenhum tipo de produto. As máscaras cirúrgicas são descartáveis e não podem ser limpas ou desinfectadas para uso posterior e quando úmidas, perdem a sua capacidade de filtração.

 

MÁSCARA DE PROTEÇÃO RESPIRATÓRIA (RESPIRADOR PARTICULADO – MÁSCARA N95/PFF2 OU EQUIVALENTE)

Quando o profissional atuar em procedimentos com risco de geração de aerossóis, em pacientes suspeitos ou confirmados de infecção pelo novo coronavírus, deve utilizar amáscara de proteção respiratória (respirador particulado) com eficácia mínima na filtração de 95% de partículas de até 0,3μ (tipo N95, N99, N100, PFF2 ou PFF3).

São alguns exemplos de procedimentos com risco de geração de aerossóis: intubação ou aspiração traqueal, ventilação não invasiva, ressuscitação cardiopulmonar, ventilação manual antes da intubação, coletas de secreções nasotraqueais, broncoscopias, etc.

 

Clique para acessar a Nota técnica GVIMS/GGTES/Anvisa nº 04/2020 na íntegra

 

Thais Noronha

Departamento de Comunicação CRF-SP

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