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São Paulo, 4 de fevereiro de 2011.

A Homeopatia, recomendada pela Organização Mundial de Saúde (OMS), ocupa hoje um importante espaço na medicina brasileira e mundial, e caminha em direção a sua plena institucionalização.

Reconhecida no Brasil como especialidade médica, farmacêutica, veterinária e odontóloga por seus respectivos Conselhos de Classe Profissional, a Homeopatia se consolida pela ampla aplicabilidade na recuperação da saúde principalmente pelo sucesso terapêutico.

No Brasil, medicamentos homeopáticos somente podem ser manipulados ou adquiridos em farmácias ou drogarias, sendo que em farmácias a responsabilidade técnica deve ser do farmacêutico homeopata, sendo vedada a prescrição e/ou manipulação de medicamentos homeopáticos por leigos.

Medicamentos homeopáticos são seguros e eficazes. Seu modo de preparo peculiar está oficialmente descrito na Farmacopéia Homeopática Brasileira e as normas sanitárias para o preparo em farmácias de manipulação e registro de especialidades industrializadas são publicadas pela Anvisa – Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Como todo medicamento, só devem ser administrados para prevenção e tratamento de enfermidades.

Estima-se que 15.000 médicos no Brasil tenham especialização em homeopatia e 2.100 estabelecimentos farmacêuticos manipulem homeopatia sob supervisão de um farmacêutico homeopata. Em 2006, o Ministério da Saúde editou a Portaria 971 que aprova, no âmbito do SUS, a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares, entre as quais a homeopatia. Com este ato os gestores de saúde de estados e municípios são autorizados e incentivados a oferecer serviços em homeopatia.

O Brasil é um dos poucos países no mundo onde entidades de classe organizadas são legítimas representantes das diferentes atividades em homeopatia. Nacionalmente a Associação Médica Homeopática Brasileira (AMHB), a Associação Brasileira de Farmacêuticos Homeopatas (ABFH), Associação Médica Veterinária Homeopática Brasileira (AMVHB) e a  Associação Brasileira de Cirurgiões Dentistas Homeopatas (ABCDH) respondem pelos interesses de suas classes profissionais.

Internacionalmente, o Brasil está representado por médicos, farmacêuticos, médicos veterinários e odontólogos que atuam em inúmeros grupos de referência para a difusão científica da homeopatia, sendo os mais importantes a LMHI – Liga Médica Homeopática Internacional e GIRHI – Grupo de Pesquisa em Diluições Infinitesimais. Pesquisadores brasileiros têm se destacado em eventos internacionais com a apresentação de trabalhos de cunho científico na área clínica, em pesquisa básica e na farmacotécnica homeopática.

A longevidade desta terapêutica, a legitimação, a legalização e inserção como terapêutica no serviço público de saúde ocorre pela qualificação dos profissionais envolvidos com a homeopatia. Há mais de 40 anos acontecem anualmente Congressos, Encontros, Jornadas, Simpósios e Seminários que  promovem a atualização  científica e integração entre os profissionais.

Indústrias farmacêuticas homeopáticas nacionais e internacionais realizam pesquisas no desenvolvimento de seus medicamentos, utilizando e promovendo diversos pesquisadores brasileiros através de parcerias com as universidades. Farmácias de manipulação fazem parte de inúmeros protocolos de pesquisa em instituições de ensino e pesquisa preparando e fornecendo medicamentos.

Muitas dificuldades ainda são enfrentadas, entre elas, críticas geralmente por parte de pessoas que desconhecem os princípios que norteiam esta prática. O princípio da cura pelo semelhante, um dos princípios da homeopatia, subsiste, mostrando sua eficácia clínica por meio da cura de milhares de pacientes em todo o mundo, há mais de dois séculos.

 

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