A filha do pesquisador está dando continuidade ao trabalho do pai e, por conta disso, esteve na sede do CRF-SP para conhecer a atuação da Comissão em relação à Fitoterapia no Estado de São Paulo, e trocar informações sobre as Boas Práticas da Farmácia Viva. Aída foi convidada pelo dr. Sérgio Tinoco Panizza, membro da Comissão do CRF-SP e integrante da CONBRAFITO (Conselho Brasileiro de Fitoterapia). Além do dr. Panizza, a dra. Margarete Akemi Kishi, secretária-geral do CRF-SP e a dra. Heloísa Andrighetti, coordenadora da Comissão Assessora de Fitoterapia, também fazem parte da CONBRAFITO, entidade que acaba de estabelecer um convênio com o CRF-SP para ensino e pesquisa.

Criada em julho de 2005, a Comissão Assessora de Fitoterapia do CRF-SP tem contribuído ativamente para o crescimento do setor. Entre as principais ações estão: a integração do CRF-SP na rede Fito-Mata Atlântica; a participação na Fundação da Associação Brasileira de Farmacêuticos em Plantas Medicinais e Fitoterápicos; a discussão sobre o Título de Especialista em Fitoterapia e a alteração na resolução do CFF n° 459/07 para Resolução n° 477/08, que amplia as atribuições do farmacêutico na área.

Professor Abreu Matos

Referência nacional e internacional no estudo de plantas medicinais, o professor e farmacêutico dr. Francisco Abreu Matos faleceu em dezembro do ano passado, aos 84 anos. Foi professor emérito da Universidade Federal do Ceará desde 1983, mesmo ano de criação do Projeto Farmácias Vivas. Também foi catedrático da cadeira de Farmacognosia e Química Orgânica. Sua carreira foi incansável na área de pesquisas em Fitoterapia, tendo já recebido homenagens dentro e fora da academia, no Brasil e no Exterior.

 

 

Prof. Abreu Matos, idealizador do projeto Farmácias Vivas (Crédito: Divulgação)Prof. Abreu Matos, idealizador do projeto Farmácias Vivas (Crédito: Divulgação)

 

 

 

 

 

Autor de cinco livros, um deles o clássico “Farmácias Vivas”, dr. Abreu Matos recebeu em vida o reconhecimento da contribuição que ofereceu para a ciência. Ao completar 70 anos, em 1994, a Prefeitura de Fortaleza promulgou a lei que criou o Dia da Planta Medicinal na data de seu aniversário, 21 de maio.