CRF-SP alerta sobre uso incorreto de medicamentos e enaltece profissionais da linha de frente no combate à pandemia


CRF-SP alerta sobre uso incorreto de medicamentos e enaltece profissionais da linha de frente no combate à pandemiaCRF-SP alerta sobre uso incorreto de medicamentos e enaltece profissionais da linha de frente no combate à pandemiaSão Paulo, 25 de setembro de 2020.

Em meio à epidemia de covid-19 enquanto o mundo se fechou em casa, as portas da ciência se abriram em busca de uma solução para a doença. Nesse contexto, entre os profissionais, está o farmacêutico, que comemora o Dia Internacional nesta sexta-feira, 25 de setembro.

Ele está na farmácia orientando sobre os riscos do uso de medicamentos, que de uma hora para outra surgiram em fake news como tratamentos preventivos ou milagrosos para a covid-19, ao mesmo tempo em que realiza os testes rápidos nas farmácias e outros testes em laboratórios de análises clínicas. Nos hospitais, inclusive nos de campanha, no acompanhamento diário do tratamento clínico dos pacientes, na logística, na indústria, além de atuar nos centros de pesquisa desafiando o tempo para desenvolver uma vacina e livrar a população do problema que assola o mundo.

Para agradecê-los, o Conselho Federal de Farmácia (CFF), CRF-SP e demais conselhos regionais deflagram mais uma campanha em comemoração ao Dia Internacional do Farmacêutico. O slogan desse ano é “Farmacêuticos são essenciais. E merecem nosso reconhecimento” - acesse o site da campanha AQUI. A ação contempla a veiculação de material publicitário nas redes sociais, na TV aberta e no portal G1. Durante os próximos quatro meses será mostrado, em reportagens divulgadas no portal, como os farmacêuticos contribuíram e estão contribuindo com a saúde nessa emergência de saúde pública.

Como no caso de farmacêuticos envolvidos na pesquisa da primeira vacina em spray nasal para covid-19, genuinamente brasileira, que está sendo desenvolvida pela Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade de São Paulo, em que os primeiros resultados se mostraram positivos, além de vantagens como maior aceitação dos pacientes, pois não se trata de método invasivo; maior facilidade e rapidez na administração em comparação com a injetável.

Outro exemplo é da farmacêutica Dra. Soraya Smaili, reitora da Unifesp, universidade que participa dos testes da vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford em parceria com a Astrazeneca. Ela faz questão de enfatizar a importância do acompanhamento do farmacêutico nessa etapa. “Tem muitos farmacêuticos envolvidos no estudo. Aquele que se prepara para ser cientista tem a visão da área clínica, terapêutica é uma formação ampla e consistente, farmacológica, microbiológica e imunológica”.

Os farmacêuticos também têm atuado nos hospitais, colocando sua expertise a serviço dos pacientes e da segurança dos trabalhadores dessas unidades de saúde. No Sírio Libanês, em São Paulo, farmacêuticos clínicos promoveram ajustes nos protocolos terapêuticos, e conseguiram reduzir em 30% o número de entradas nas unidades de terapia intensiva (UTIs), o que diminuiu a utilização de equipamentos de proteção individual (EPIs). A coordenadora do setor, Lívia Barbosa, explica que foi observada a evolução padrão dos pacientes para criar um procedimento que protegesse os profissionais e garantisse o material para os membros da equipe indispensáveis nas unidades.

Direito à assistência farmacêutica

Desde a lei 5991 de 1973 é direito da população contar com um farmacêutico em qualquer farmácia do país, o que foi ratificado pela lei 13.021/14.

Para o presidente do CRF-SP, Dr. Marcos Machado, diante de um cenário de incertezas e disseminação de notícias falsas em relação ao uso de medicamentos, ter acesso fácil a um profissional de saúde como o farmacêutico é fundamental para evitar problemas. “Até o momento, não há nenhuma comprovação científica de medicamentos para prevenção da covid-19 e o uso de qualquer substância sem orientação adequada pode agravar doenças, dar a falsa sensação de segurança e expor o paciente ao risco. Por isso, mais uma vez reforçamos a necessidade de a população contar com o farmacêutico para orientação e triagem da melhor informação científica”.

Departamento de Comunicação CRF-SP

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