Evento debate a ética na construção da imagem, autopropaganda e divulgação de serviços farmacêuticos

 

São Paulo, 17 de junho de 2019.

Com o objetivo de debater a “Imagem e propaganda: autonomia profissional como fator de sucesso”, o CRF-SP promoveu no último sábado (15), no auditório da Universidade Paulista (Unip) Campus Paraíso, na capital, o Seminário de Ética e Direitos e Prerrogativas Profissionais. O evento contou com participações de especialistas em Comunicação Corporativa, Marketing e Vendas e Estratégias de Marketing e abordou questões relacionadas à construção da imagem, riscos da autopropaganda e propaganda de consultório e serviços farmacêuticos.

Dra. Danyelle Marini (diretora-tesoureira); Dra. Luciana Canetto (secretária-geral) e Dr. Marcos Machado (presidente do CRF-SP)Dra. Danyelle Marini (diretora-tesoureira); Dra. Luciana Canetto (secretária-geral) e Dr. Marcos Machado (presidente do CRF-SP)

Na abertura do evento, presidente do CRF-SP, Dr. Marcos Machado, destacou a importância de se debater a postura do profissional na autopropaganda, especialmente na prestação de serviços farmacêuticos: “Entendemos que não é proibido que o profissional propague o trabalho que realiza, mas defendemos que isso seja feito com ética e de forma criteriosa”.

Ele agradeceu o empenho dos organizadores do seminário, no caso, as Comissões de Ética e o Comitê de Direitos e Prerrogativas Profissionais do CRF-SP. O seminário também contou com as participações da Dra. Danyelle Marini, diretora-tesoureira, e da Dra. Luciana Canetto Fernandes, secretária-geral.

Dr. Marcos Machado (presidente do CRF-SP); Dra. Maria Fernanda Carvalho (coordenadora do Comitê de Direitos e Prerrogativas Profissionais); e Dra. Tatiana Barros (presidente da Comissão de Ética de São Paulo)Dr. Marcos Machado (presidente do CRF-SP); Dra. Maria Fernanda Carvalho (coordenadora do Comitê de Direitos e Prerrogativas Profissionais); e Dra. Tatiana Barros (presidente da Comissão de Ética de São Paulo)

Coordenadora do Comitê de Direitos e Prerrogativas Profissionais do CRF-SP, a conselheira Dra. Maria Fernanda Carvalho lembrou que está disponível para download no portal do Conselho o Manual de Orientação ao Farmacêutico – Propaganda Profissional, que aborda justamente como divulgar produtos e serviços de saúde de forma ética e responsável, visando não só resguardar a população, mas também o profissional. “Vivemos um momento em que é de extrema importância que o profissional seja bem-sucedido e valorizado, mas jamais com uma conduta inadvertida e que vá contra os preceitos éticos”, afirmou.

Diferenças entre ser e perceber

Davi Machado (jornalista e especialista em Comunicação Corporativa); Paulo Martelli (consultor de marketing e vendas); e Dra. Tatiana Pereira (farmacêutica e estrategista em marketing)Davi Machado (jornalista e especialista em Comunicação Corporativa); Paulo Martelli (consultor de marketing e vendas); e Dra. Tatiana Pereira (farmacêutica e estrategista em marketing)

A primeira apresentação ficou a cargo do jornalista e especialista em Comunicação Corporativa Davi Machado, que falou sobre a construção de imagem e marca, um trabalho que deve ser realizado de forma cuidadosa a todo momento. Ele relatou exemplos de empresas que fizeram grandes investimentos em publicidade, mas que, na prática, não entregaram o que prometiam ao consumidor, pagando um preço muito alto por isso. Nesse sentido, o especialista levou o público a refletir sobre qual a imagem que cada um propaga de si mesmo, ou seja, se o profissional é percebido da mesma forma que se enxerga.

“Como você é percebido faz toda diferença nessa história, porque perceber é diferente de ser. Eu não conheço o que o outro pensa de mim. Apesar disso, minha atitude influencia a percepção que o outro tem de mim. Quanto melhor eu desempenho minhas atividades com base nesse raciocínio, maior a possibilidade de aproximar a percepção do outro da minha autoimagem”, disse Davi.

O jornalista indicou algumas perguntas-chave que podem auxiliar o profissional neste processo: "o que a empresa espera de mim? O que é valorizado na empresa? O que eu faço agrega valor à empresa? Meus valores pessoais estão alinhados aos da empresa?"

Dr. Rogério Silveira, Dra. Danyelle Cristine Marini, Dra. Luciana Canetto, Dr. Marcos Machado, Dra. Maria Fernanda Carvalho, Dr. Fábio Gonçalves e Dr. Israel MurakamiDr. Rogério Silveira, Dra. Danyelle Cristine Marini, Dra. Luciana Canetto, Dr. Marcos Machado, Dra. Maria Fernanda Carvalho, Dr. Fábio Gonçalves e Dr. Israel Murakami

Para falar sobre autopropaganda, o convidado foi o consultor de marketing e vendas Paulo Martelli, que abordou a importância de que esta ação seja realizada de forma muito profissional, sempre atrelada ao posicionamento da marca. Com didatismo, ele detalhou as diferenças entre conceitos como marketing e comunicação, publicidade e propaganda, meio e mensagem.

De acordo com o especialista, um dos primeiros passos é definir por quais meios a mensagem chegará ao público desejado, traçando um plano estratégico no qual se conheça o ponto onde se está e onde se quer chegar, levando sempre em consideração os “ruídos” que podem ocorrer e que podem prejudicar esse processo.

“As ações têm de ser pensadas com base nas estratégias a serem adotadas, contando sempre com uma equipe com muita sinergia entre si, capaz de pôr em prática campanhas dentro de um cronograma factível e no investimento disponível”, disse Paulo Martelli.

Para finalizar, o evento contou a participação da farmacêutica e estrategista de marketing Dra. Tatiana Barbosa Pereira, que, com visão prática, falou sobre propaganda em consultórios e serviços farmacêuticos, e sobre como os conceitos de marketing podem beneficiar a divulgação da empresa sob a ótica do mercado.

Com exemplos de campanhas de marketing realizadas para divulgar os serviços de farmácia de manipulação, redes de drogarias, laboratório de análises clínicas, campanha de saúde contra direção e álcool e até de hotelaria hospitalar, a farmacêutica, que é ministrante de cursos do CRF-SP, mostrou a evolução da comunicação na área da saúde.

“Como profissional de saúde e de marketing, posso dizer que nem sempre as pessoas nos escutam em ambientes mais óbvios e onde tradicionalmente veiculam as propagandas. Muitas vezes, quando realizadas fora desses ambientes, a campanha tende a ser mais assertiva”, afirmou.

Ministrantes do seminário respondem questões do público presente no eventoMinistrantes do seminário respondem questões do público presente no evento

 

Renata Gonçalez

Departamento de Comunicação CRF-SP

 

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