São Paulo, 22 de fevereiro de 2011.

 

Hospitais públicos da capital registraram aumento de 30% de casos da doençaHospitais públicos da capital registraram aumento de 30% de casos da doença A conjuntivite viral tem sido a responsável pelo aumento de 30% no número de atendimentos a pessoas que procuram os hospitais públicos e consultórios de São Paulo. Os cuidados para prevenir a conjuntivite devem ser tomados não somente no verão, mas também no ano todo, já que a doença apresenta incidência e transmissão durante os doze meses. 

Desde a década de 1980, os surtos de conjuntivite passaram a ser objeto de vigilância epidemiológica. Em 2003 foi implantado um sistema de monitoramento da doença para investigar e propor medidas de controle. Com a análise desses dados foi possível concluir que a conjuntivite tem uma alta incidência mesmo fora do verão, período em que era considerado o maior número de casos.

Ocasionada por uma inflamação da conjuntiva (a camada mais externa do olho), a conjuntivite é uma doença infecciosa transmitida por vírus, fungos ou bactérias e pode ser contagiosa. A conjuntivite viral é transmitida pelo contato e não pelo ar. Estar em ambientes fechados, usar objetos e manter contato com pessoas contaminadas são formas de se contrair a doença.

A secretaria municipal de Saúde alerta que a forma viral da conjuntivite pode prejudicar a visão. Uma membrana pode se formar no olho e causar manchas na córnea, deixando a visão do paciente embaçada.

Tipos de conjuntivite

Alergias – As conjuntivites mais comuns são as alérgicas, não contagiosas, que normalmente atingem entre 12% e 13% da população. O agente causador pode estar em cosméticos, no depósito de proteínas na lente de contato e nos medicamentos, na poeira e no pólen. Esse tipo de conjuntivite geralmente afeta os dois olhos simultaneamente e provoca coceira, lacrimejamento, vermelhidão e pálpebras inchadas.

Vírus e bactérias – Diferentemente das conjuntivites alérgicas, as virais e bacterianas são contagiosas e variam de acordo com o agente causador. Enquanto na conjuntivite bacteriana há inchaço palpebral, febre, secreção amarela e abundante; na viral ocorre vermelhidão, lacrimejamento, secreção branca mais espessa e também inchaço das pálpebras.

Fungos – Esse tipo é mais raro e acontece com pessoas que tiveram acidentes nos olhos com madeira, uma vez que esse material tem grande quantidade de fungos. Pode acontecer também com pessoas que utilizam lentes de contato, pois o fungo pode se instalar nesse local.

Tratamento


O tratamento para a conjuntivite varia conforme o tipo e o agente causador. No caso das conjuntivites alérgicas, receita-se colírios antialérgicos e lubrificantes. Já quando se trata de conjuntivites virais ou bacterianas, o primeiro e mais importante passo é fazer o diagnóstico etiológico (identificar o agente causador). Em seguida, no caso de agentes virais, é indicado o uso de colírios lubrificantes, compressas geladas e anti-inflamatórios. No entanto, quando o agente é uma bactéria, o tratamento é feito à base de antibióticos.

Automedicação

Somente o médico oftalmologista pode fazer o diagnóstico correto do tipo de conjuntivite de cada paciente antes de prescrever o tratamento adequado. É fundamental evitar qualquer tipo de automedicação, já que a prática pode mascarar ou agravar doenças.

Dicas para evitar a conjuntivite: 

- Lave as mãos e o rosto com frequência, com água e sabão;
- Evite coçar os olhos;
- Lençóis, travesseiros e toalhas devem ser de uso individual;
- Evite o uso de objetos (maquiagem, copo, toalha, travesseiro e etc.) de quem está com conjuntivite.

 

Thais Noronha

Assessoria de Comunicação CRF-SP 

 

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